quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retrospectiva - O melhor do Tênis em 2012

Durante todo o ano, grandes momentos também aconteceram nas quadras do circuito mundial de tênis.

Quebra de tabus, façanhas, contusões e visita do maior jogador da história da modalidade no Brasil foram algumas delas. Confira:

Foto: Divulgação
1- Serena Williams dá show em Londres, conquista duas medalhas de ouro e completa o Golden Slam: Não bastasse vencer o título de simples das Olimpíadas contra a russa Maria Sharapova, Serena fez ainda melhor: venceu também nas duplas, ao lado de sua irmã Venus Williams, e, de quebra, completou o Golden Slam, que nada mais é que a conquista de todos os quatro Grand Slams (Aberto da Autrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open) mais os Jogos Olímpicos. Curiosamente, se Sharapova vencesse a final contra a americana, a russa também completaria o Golden Slam.

Foto: Divulgação
2- Murray vence o US Open e finalmente conquista um Grand Slam: Depois de tantos fracassos e ficar no quase por diversas vezes, o escocês finalmente conseguiu deixar para trás a sina de nunca conquistar um dos quatro maiores torneios de tênis do mundo. Em uma batalha épica de quase cinco horas contra o sérvio Novak Djokovic, o britânico brigou até o final e, enfim, fechou o jogo por 3 sets a 2, parciais de 7/6(1), 7/5, 2/6, 3/6 e 6/2, levantando o seu primeiro troféu de Slam na carreira. Se não bastasse, em agosto, havia conquistado o ouro nos Jogos Olímpicos frente à sua torcida.

Foto: Divulgação
3- Federer vence Wimbledon pela sétima vez e retorna ao número 1 do mundo: Foram cerca de dois anos sem sentir o gosto da liderança do ranking mundial. Porém, Roger Federer não se abalou, deu a volta por cima e reconquistou o trono de melhor jogador de tênis do mundo. Em um All England Club lotado e apoiando o anfitrião Andy Murray (que poderia ser o primeiro britânico a conquistar o troféu em casa desde 1936), o suíço não deixou escapar a chance de igualar Pete Sampras no número de semanas na liderança do ranking (marca que foi superada posteriormente) e venceu o jogo por 3 sets a 1, parciais de 4/6, 7/5, 6/3 e 6/4. Mais para frente o sérvio Novak Djokovic recuperou a primeira posição do ranking e terminou a temporada na ponta, mas mesmo assim Federer mostrou que ainda tem muita bola para jogar.

Foto: Divulgação
4- República Tcheca bate a toda poderosa Espanha e conquista Copa Davis pela primeira vez: Em final disputadíssima, tchecos fecharam o duelo em 3 a 2, com vitória de Radek Stepanek sobre Nicolás Almagro no quinto jogo por 3 sets a 1, parciais de 6/4, 7-5, 3/6 e 6/3, dando o título inédito aos donos da casa. Ainda na Davis, depois de 10 anos, o Brasil está de volta ao grupo mundial da competição.

Foto: Divulgação
5- Nadal contunde o joelho e fica fora do circuito por seis meses: Inicialmente, parecia que não era tão grave como as primeiras avaliações médicas diziam. Mas Nadal precisou se ausentar por um semestre das quadras para cuidar de uma lesão no tendão patelar do joelho esquerdo. Com isso, não disputou os Jogos de Londres, tampouco o US Open, as finais da Copa Davis e o ATP Finals. A última vez em que Rafa jogou foi na surpreendente derrota na segunda rodada de Wimbledon para o, então, número 100 do mundo, o tcheco Lukas Rosol. Desde então, o ex-número 1 do mundo se dedicou aos tratamentos e voltaria às quadras no próximo dia 27, em Abu Dhabi. Porém, devido a uma infecção estomacal, ele terá de esperar até 2013 para voltar a jogar.

Foto: Divulgação
* Não entrou no Top 5, mas não podíamos deixar de fora a Federer Tour. Em evento realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, vimos um verdadeiro show de tênis com estrelas do circuito mundial como Jo-Wilfried Tsonga, Serena Williams, Maria Sharapova, Caroline Wozniacki, Victoria Azarenka, os irmãos Mike e Bob Bryan, Tommy Haas, os brasileiros Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e Bruno Soares e, claro, a estrela da exibição, o suíço Roger Federer.

Retrospectiva - O melhor da Fórmula 1 em 2012

Hoje o blog Esporte Dalcim encerra suas atividades em 2012, fechando com chave de ouro a retrospectiva do esporte neste ano.

E para finalizar teremos o Top 5 de três modalidades: Fórmula 1, tênis e futebol, começando pela maior categoria de automobilismo do planeta.

Foto: Divulgação
1- O tricampeonato de Sebastian Vettel: Fernando Alonso liderava o campeonato e tido como favorito ao título. Isso até o GP de Cingapura, em 23 de setembro. Foi quando o alemão da Red Bull começou a brilhar e emplacou uma sequencia de quatro vitórias consecutivas (Cingapura, Japão, Coreia e Índia). No Brasil, na última etapa do campeonato, Vettel quase viu sua corrida ir para o espaço logo na primeira volta após acidente com Bruno Senna, da Williams. Porém, em corrida de recuperação espetacular, cruzou a linha de chegada no sexto lugar que precisava, enquanto Fernando Alonso era o segundo. Na raça, na sorte e no talento, Vettel se tornou o mais novo tricampeão da Fórmula 1.


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2- Façanha de 83 é repetida e temporada de 2012 entra para a história como a mais disputada: Desde a temporada de 1983 a temporada de Fórmula 1 não tinha um início tão equilibrado. Mas, em 2012, os pilotos da categoria proporcionaram uma bela disputa. Nas cinco primeiras corridas, mais do que cinco pilotos vencedores diferentes, tivemos cinco equipes vencedoras diferentes, igualando a marca de 29 anos atrás. Houve ainda, na sexta corrida da temporada, em Mônaco, um sexto piloto ganhador diferente, Mark Webber, batendo o recorde da categoria. Porém, a equipe do australiano era a mesma Red Bull que já havia vencido com Sebastian Vettel no Bahrein, impossibilitando outra nova quebra de recorde.


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3- Pastor Maldonado faz Venezuela subir ao degrau mais alto do pódio pela primeira vez e tira Williams da fila de vitórias: 13 de maio de 2012, GP da Espanha. Esses foram a data e local da conquista histórica do venezuelano de 27 anos. Nunca na história da Fórmula 1 um piloto conterrâneo de Hugo Chávez havia completado uma corrida da categoria na primeira posição. E Pastor Maldonado, guiando um carro da Williams, foi o primeiro deles. De quebra, fez a escuderia inglesa vencer novamente um grande prêmio depois de quase oito anos em branco, justamente no dia do aniversário de 70 anos de seu proprietário, Frank Williams. Foi um domingo de festa azul e branca (cores da equipe) na casa de Fernando Alonso, o segundo colocado da prova.


Foto: Divulgação
4- Ferrari volta a ficar entre as duas primeiras colocadas no campeonato de construtores: Quatro anos. Esse foi o período em que a mais tradicional equipe da Fórmula 1 ficou de fora das duas primeiras posições no ranking de equipes ao final da temporada. Porém, graças ao brilhante desempenho de seu piloto número um, o espanhol Fernando Alonso, a escuderia italiana, enfim, pôde comemorar um vice-campeonato. A última vez em que a equipe terminou entre as duas melhores da temporada foi em 2008, quando se sagrou campeã e viu Felipe Massa perder o título de pilotos no final do GP do Brasil, graças a uma ultrapassagem do campeão Lewis Hamilton na última curva da última volta em Interlagos.

Foto: Divulgação
5- O segundo adeus de Schumi: Ele voltou às pistas em 2010, correndo, desta vez, pela Mercedes. Porém, aquele bom e velho Schumacher da Ferrari, heptacampeão do mundo, jamais foi visto em cena novamente. Com resultados discretos (apenas três pódios em três temporadas), o maior campeão de todos os tempos da Fórmula 1 anunciou sua segunda e definitiva aposentadoria. Infelizmente, ao invés de sair por cima como da primeira vez, Schumi sai com a marca de um piloto ultrapassado e totalmente fora de combate para competir com os mais jovens pilotos, como Vettel, Alonso, Hamilton e Button.

domingo, 16 de dezembro de 2012

O mundo é dos loucos

Sport Club Corinthians Paulista, campeão mundial de 2012 (Foto: Divulgação)
Mente o torcedor que disser que não acordou, tanto para torcer quanto para secar, hoje às 08h30 para ver a final do Mundial de Clubes de 2012.

Mente o coração que não pulou e quase parou, seja de alegria ou de decepção, a cada defesa espetacular do goleiro Cássio.

Mente o torcedor que não se rendeu à festa corintiana em Yokohama, ou por inveja ou por encanto, que fez do Japão um verdadeiro Pacaembu.

Mente o ser humano que disser que o Corinthians não foi merecedor deste título e inventar mil desculpas ou picuinhas para minimizar a conquista do rival.

O Sport Club Corinthians Paulista é, sim, de fato, o campeão do mundo em 2012.

Venceu a Libertadores de forma brilhante, foi bem no Brasileiro (e só não disputou o título porque priorizou a preparação para o Mundial) e com “goleadas” de 1 a 0 e muita entrega se tornou bicampeão do planeta.

Os créditos aos melhores em campo

Cássio repetiu a atuação de Rogério Ceni há sete anos: fechou o gol e operou milagres durante o bombardeio inglês à meta brasileira. Desde sua primeira defesa, aos 10 minutos, em chute a queima roupa do zagueiro Cahill, já pintava o herói da conquista alvinegra.

David Luiz monstruoso: o zagueiro da seleção brasileira foi um gigante em campo, não desgrudou de Paolo Guerrero e não perdeu uma bola sequer contra os corintianos. Mostrou muita raça e segurança. Um dos poucos destaques positivos do Chelsea neste domingo.

Guerrero decisivo: assim como na semifinal contra o Al Ahly, o camisa 9 do Timão não desperdiçou uma das únicas chances CLARAS de gol que teve e marcou o tento fatal para o título verde e amarelo, ou melhor, preto e branco. Fez ainda excelente jogada no primeiro tempo que resultou em chute no pé da trave de Emerson Sheik.

A favela saiu do Brasil, passou pela América e hoje é do mundo inteiro.

Parabéns, Corinthians!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Retrospectiva - O melhor do vôlei em 2012

Aces, manchetes, bloqueios, cortadas, defesas fantásticas, aposentadorias e consagrações. O ano de 2012 foi repleto de emoções nas quadras e ginásios do Brasil e do mundo.

Hoje é dia do blog Esporte Dalcim relembrar o Top 5 de um dos esportes mais populares e vencedores do nosso país: O VÔLEI.

Foto: Divulgação
1- Seleção feminina é bicampeã olímpica e José Roberto Guimarães se torna o primeiro tri: Uma primeira fase bem irregular e quase uma eliminação precoce atingiu as nossas meninas. Com uma reação espetacular e na hora certa, as comandadas de Zé Roberto superaram as dificuldades e se tornaram campeãs olímpicas pela segunda vez consecutiva, batendo na final as americanas, por quem foram derrotadas na segunda partida do torneio. De quebra, o técnico da seleção verde e amarela se tornou o primeiro brasileiro a se consagrar tricampeão olímpico, somando a nova conquista aos títulos de 1992, treinando o time masculino, e 2008, já com a equipe feminina.

Foto: Divulgação
2- A Tríplice Coroa do Sada Cruzeiro Vôlei: O ano de 2012 foi muito especial para o time mineiro. Com apenas seis anos de existência, além de ter sido o clube com a maior média de público na Superliga deste ano, faturou pela primeira vez em sua história a própria competição nacional, além do Campeonato Mineiro e o Sul-Americano. No Mundial, porém, acabou saindo com o vice-campeonato, impedindo, assim, de transformar 2012 na temporada perfeita para os rapazes de Minas Gerais.

Foto: Divulgação
3- Polônia volta a erguer um troféu internacional depois de 36 anos com título da Liga Mundial Masculina: Desde a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal, a Polônia passou por um enorme período sem conquistas internacionais. Mas, em 2012, o tabu foi quebrado. Com apenas duas derrotas em toda a competição (para a Finlândia e para o Brasil, ambas na primeira fase), o time polonês fez bonito e não deu chances aos americanos na grande final e faturou pela primeira vez em sua história o título da Liga Mundial de Vôlei, com uma vitória por 3 a 0 (25/17 26-24 e 25/20). O Brasil sequer chegou às semifinais.

Foto: Divulgação
4- A volta do levantador Ricardinho à seleção brasileira: Praticamente cinco anos afastado da melhor seleção de voleibol do mundo. Este foi o preço pago por Ricardinho por razões disciplinares em 2007. Mas, em abril de 2012, o técnico Bernardinho resolveu dar uma nova chance ao ex-capitão do time verde e amarelo. Ricardinho voltou para disputar a Liga Mundial e as Olimpíadas de Londres. O levantador do Vôlei Futuro, no entanto, não brilhou. Foi reserva em boa parte do tempo e mostrou que precisará de mais tempo para voltar a ser o grande jogador de anos atrás, quando era considerado o melhor levantador do planeta.

Foto: Divulgação
5- As aposentadorias de Giba e Serginho da seleção brasileira: Os dois ícones históricos do vôlei nacional decidiram encerrar seus ciclos com a camisa verde e amarela em agosto, logo após a medalha de prata nos Jogos de Londres. Com 35 e 37 anos, respectivamente, os atletas pretendem abrir espaço para uma nova geração de jogadores no time principal do Brasil, uma vez que não conseguem mais repetir os mesmos desempenhos físicos de anos atrás. O ponteiro e o líbero fizeram história juntos com a camisa amarelinha ao ganharem todos os títulos possíveis durante uma década. Dentre eles, destacam-se o ouro olímpico em Atenas-2004, o tricampeonato mundial (2002, 2006 e 2010), o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, e as oito conquistas de Ligas Mundias (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Retrospectiva - O melhor do basquete em 2012

Fim de ano chegando, muita gente de férias, e o mundo esportivo vai dando seus últimos suspiros em 2012. E para fecharmos com chave de ouro, que tal relembrarmos os momentos mais marcantes do esporte mundial neste ano?

A partir de hoje, faremos uma retrospectiva com os cinco fatos mais emocionantes, inusitados e inesquecíveis do que rolou no futebol, no tênis, na Fórmula 1, no vôlei, no basquete, entre outros, pelo mundo em 2012.

Para começar, veremos o Top 5 do BASQUETE.

Foto: Divulgação
1- Kobe Bryant chega aos 30 mil pontos na carreira e entra em seleto grupo de recordistas da NBA: Em jogo fora de casa contra o New Orleans Hornets, americano do Los Angeles Lakers marcou 29 pontos e chegou ao Top 5 dos cestinhas da maior liga de basquete do mundo em toda a história, ficando atrás apenas de lendas como Kareem Abdul-Jabbar, Karl Malone, o mito Michael Jordan e Wilt Chamberlain. Com exceção de Jordan, que fez história pelo Chicago Bulls, todos os outros jogadores tiveram passagem pelo time californiano de camisa roxa e amarela. Bryant foi ainda o jogador mais jovem a atingir a marca dos 30 mil pontos, com 34 anos, três meses e dois dias.

Foto: Divulgação
2- Carmelo Anthony leva EUA ao recorde de pontos em uma partida olímpica, em Londres-2012: Com uma atuação impecável do ala do New York Knicks, o “Dream Team” deu um verdadeiro show contra a Nigéria e venceu pelo esmagador placar de 156 a 73, deixando para trás a marca histórica do Brasil, que em Seul-1988 havia anotado 138 pontos em vitória contra o Egito. De quebra, o camisa 15 da seleção americana também bateu o recorde individual de maior cestinha em uma única partida olímpica, anotando nada mais nada menos do que 37 pontos.

Foto: Divulgação
3- Seleção brasileira masculina volta aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos: Foram quatro Olimpíadas fora e finalmente o Brasil voltou com força total em Londres-2012. A seleção três vezes medalhista de bronze (a última delas em 1964) na competição teve uma boa participação, sendo eliminada nas quartas de final pela sua maior rival, a Argentina, por 82 a 77. Depois de uma grande primeira fase, com quatro vitórias em cinco jogos, o Brasil não conseguiu repetir o bom desempenho das partidas anteriores e mesmo esboçando uma reação no último quarto não teve como impedir a derrota para os hermanos e acabou deixando escapar as chances de medalha.

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4- Jogador universitário marca 138 pontos em uma partida e estabelece novo recorde: Em novembro, Jack Taylor, armador da Universidade de Grinnell, em Iowa, foi responsável por uma façanha: anotar 138 pontos em um único jogo de basquete universitário, sendo que, deste total, 81 foram bolas de três pontos (27 arremessos). A vítima do novo recordista foi o time da Universidade de Faith Baptiste Bible, também de Iowa, que acabou sendo derrotado pelo placar de 179 a 104. Com a pontuação histórica, Taylor superou a antiga marca de 113 pontos anotada por Clarence “Bevo” Francis, em 1954.

Foto: Divulgação
5- Miami Heat leva o título da NBA pela segunda vez em sua história: Time fundado em 1988 bateu o Oklahoma City Thunder por 4 a 1 nas finais de melhor de sete e conquistou seu segundo caneco do maior torneio do mundo de basquete (o primeiro foi na temporada 2005/2006). Liderado pelo astro LeBron James, o Heat esqueceu a derrota nas finais da temporada anterior para o Dallas Mavericks e não foi páreo para o time de Oklahoma. De quebra, o King James, como é conhecido o ala LeBron, levou o prêmio de melhor jogador das finais e de toda a temporada 2011/2012.

domingo, 25 de novembro de 2012

Button vence, Vettel é tri e Massa volta ao pódio de Interlagos: Uma das corridas mais emocionantes da F-1


Sebastian Vettel comemora seu terceiro título mundial de Fórmula 1, em Interlagos (Foto: Globoesporte.com)
Sebastian Vettel é o novo tricampeão da Fórmula 1, aliás, o MAIS NOVO tricampeão da categoria.

Com o segundo lugar de seu concorrente, Fernando Alonso, o alemão da Red Bull, mesmo com o sexto posto, conquistou o seu terceiro mundial, e de forma consecutiva.

Logo na largada, o GP brasileiro já dava indícios de que seria eletrizante. Antes mesmo da primeira curva, o S do Senna, Massa, que largara em quinto, já era o segundo. Alonso, que saiu em 8º, era o quinto. A Red Bull, ao contrário da Ferrari, largou mal e perdeu posições.

A corrida em Interlagos teve de tudo. Batida entre Hulkenberg e Hamilton, saídas de pista de Alonso, pneu furado de Rosberg e recuperação de Vettel. Aliás, que recuperação.

Foi ainda na primeira volta, na Curva do Lago, onde tudo poderia ter ido para o espaço logo de cara. Naquela bagunça de todo início de corrida, os carros vinham disputando espaço, quando, de repente, Bruno Senna se envolveu com Sergio Perez, da Sauber, e tocou a traseira de Vettel.

Um susto! Parecia o fim da corrida para o alemão (logo no começo, assim como Alonso mais queria), que ficou com o carro virado para o sentido contrário da pista, caindo para a última posição e causando preocupação de sua equipe e de todos os seus torcedores. Inclusive, o piloto da Red Bull pensou que tinha problemas com seu carro e temeu que não tivesse mais condições de voltar à corrida. A batida foi forte o suficiente para poder tirá-lo da prova, mas não foi o que aconteceu.

Sorte de campeão!

Recuperado do acidente, Sebastian fez uma corrida corajosa, sendo muitas vezes alertado por seus engenheiros para tomar cuidado e se manter na pista, e em pouquíssimas voltas já aparecia no Top 10.

Foi atrás do pelotão da frente e se segurou na pista até o final, chegando no limite que poderia para conquistar o título com o segundo lugar de Alonso.

Ferrari fica com o vice de construtores

Com o título já consolidado da Red Bull e a vantagem de 14 pontos sobre a McLaren (367 a 353), os italianos tinham em Interlagos a chance de bater os ingleses e ficar entre as duas melhores equipes da temporada, o que não acontecia desde 2008, quando foi campeã. E mesmo com a vitória de Jenson Button, a escuderia vermelha alcançou seu objetivo graças ao segundo e terceiro lugares de Fernando Alonso e Felipe Massa.

O grande resultado de Massa

O brasileiro da Ferrari, que, por pouco, não teve seu contrato renovado, chegou em terceiro, mas poderia ter sido o segundo tranquilamente, já que foi obrigado a ceder a vice-liderança para seu companheiro que brigava pelo título.

O retrospecto de Felipe no Brasil correndo pela Ferrari é muito bom. Desde 2006, quando chegou na escuderia italiana, o piloto brasileiro tem como seus principais resultados duas vitórias (2006 e 2008), um segundo lugar (2007) e, agora, um terceiro (2012), sendo que o segundo posto de 2007 só aconteceu por mando da equipe, já que com o primeiro lugar seu companheiro Kimi Raikkonen conquistou o título da temporada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Novela chega ao fim: Ganso é, oficialmente, tricolor


Enfim, depois de cerca de um mês, houve, na última quinta-feira (20), um desfecho na negociação entre São Paulo e Santos sobre Paulo Henrique Ganso.

Ganso é recebido com festa pelos torcedores no Morumbi (Foto: Globoesporte.com)
Neste domingo, antes da partida do clube do Morumbi contra o Cruzeiro, uma coletiva de imprensa, seguida de uma apresentação oficial no gramado do estádio Cícero Pompeu de Toledo, com direito a volta olímpica no carrinho da maca, marcou a oficialização e as primeiras palavras de Ganso como jogador tricolor.

E logo de cara, o novo camisa 8 já mostrou que é pé quente: vitória do time paulista por 1 a 0, gol do pequenino Osvaldo, de cabeça.

Ambiente foi determinante para escolha do jogador

Se na Vila Belmiro a esperança sobre a volta por cima do garoto de 22 anos era muito baixa, no São Paulo a moral que o ex-santista imprimi logo na chegada é bem alta.

No Santos, a difícil relação entre jogador e diretoria foi determinante para o interesse do craque em mudar de time, uma vez que há pelo menos dois anos clube e atleta não se entendiam sobre uma possível renovação de contrato com direito a plano de carreira similar ao de seu parceiro e principal estrela do time, Neymar.

A queda de seu desempenho dentro de campo, ocasionada principalmente pelas seguidas lesões musculares e as três cirurgias no joelho, fizeram com que Ganso caísse na ira da torcida santista e fosse pressionado e vaiado constantemente.

Birra ou jogada de mestre?

Os seguidos “nãos” da diretoria do Peixe dados ao São Paulo irritaram, de certa forma, tanto os dirigentes tricolores, como jogador e os representantes da DIS, empresa que detém parte dos direitos econômicos de Ganso.

No começo, muito criticado, o presidente alvinegro, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, mantinha a postura e a promessa de não vender o jogador por um valor inferior à parte da multa a qual o Santos tinha direito.

Entretanto, o medo da oposição santista e dos torcedores era de o time do Morumbi desistir da negociação e o valor da multa rescisória do contrato do atleta cair consideravelmente em fevereiro de 2013, fazendo com que o clube perdesse dinheiro.

Mesmo assim, Laor, como é conhecido, não desistiu de defender os direitos do Santos e levou a negociação até quase o limite, restando apenas um dia para o fim das inscrições de atletas para o Campeonato Brasileiro da Série A deste ano.

Com isso, conseguiu fazer com que o São Paulo fizesse o pagamento dos quase R$ 24 milhões à vista e ainda que a DIS aceitasse a penhora do CT Meninos da Vila como forma de pagamento de parte da dívida de R$ 8 milhões que o clube tem com o grupo de investidores por não repassar parte dos valores de vendas anteriores de Wesley e André em 2010.

Talvez, essas recusas iniciais e toda a enrolação feita pelo Santos tenha feito sentido no final da história e sido benéfica para o clube do litoral, que sonha agora em usar o dinheiro da venda de Ganso para repatriar o atacante Robinho, hoje no Milan da Itália.

O que esperar do novo camisa 8 são paulino

Verdade seja dita, o Paulo Henrique Ganso do Santos de 2010 dificilmente voltará a aparecer, seja onde for que o atleta jogue.

Assim como todo apreciador do bom futebol e torcedor brasileiro, torço muito para a recuperação do atleta e que ele possa voltar a brilhar nos gramados do país e, principalmente, com a camisa amarela da seleção.

Para isso, a troca de ambiente foi inicialmente fundamental. Agora é preciso tratar suas lesões de forma correta e colocar a cabeça no lugar. Aos poucos, Ganso terá grandes chances de retomar sua carreira, embora HOJE ele seja, infelizmente, uma grande incógnita para o futuro.