domingo, 15 de julho de 2018

Badalada dupla de zaga espanhola vê companheiros brilharem na Rússia

Na última década, Gerard Piqué e Sergio Ramos fizeram parte de uma geração vitoriosa, naquele que pode ser considerado o maior período de glórias do futebol espanhol.

Com a camisa da Fúria conquistaram, juntos, uma Copa do Mundo, em 2010, e uma Eurocopa, em 2012. Ramos ainda participou de outra conquista europeia, em 2008. Por seus clubes, Barcelona e Real Madrid, somaram sete títulos de Liga dos Campeões entre 2009 e 2018.

Tornaram-se líderes e referência na seleção e nos dois maiores times do mundo da atualidade. Por vezes entraram em conflitos tamanha a rivalidade entre catalães e madrilenhos, dentro e fora dos campos. Mas é inegável que, lado a lado, formaram uma parceria vencedora.

Mais famosos e prestigiados, no entanto, eles foram aquém do esperado no Mundial de 2018, eliminados ainda nas oitavas de final pelos anfitriões, e viram, já de casa, brilhar seus respectivos companheiros de time: Samuel Umtiti e Raphael Varane.

Titulares de Barça e Real, eles foram os pilares do sistema defensivo armado pelo técnico Didier Deschamps na campanha do bicampeonato francês. Com muito menos badalação, mas com excelente desempenho nos gramados russos, eles deram conta do recado, marcaram gols decisivos e apresentaram bons números durante toda a Copa do Mundo. Para os especialistas, Varane está ainda entre os principais defensores do torneio.

Muito mais do que isso: saem da Rússia com o título da maior competição de futebol do planeta e deverão voltar para a Espanha com outro status.

Abaixo, as principais estatísticas dos quatro defensores nesta Copa, segundo dados do site Footstats:

Gols sofridos: Espanha 6 gols em 4 jogos; França 6 gols em 7 jogos.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Santos vence fora do Brasil pela primeira vez desde 2012

Foi difícil, mas o Santos bateu o Estudiantes, na Argentina, em jogo válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América 2018.

Uma vitória que, mais do que conceder-lhe a liderança do grupo 6 da competição, encerrou um jejum incômodo de seis anos para o time praiano.

Desde o dia 15 de março de 2012 o Peixe não vencia uma partida oficial fora do Brasil. Naquela ocasião, o recém tricampeão continental enfrentou o peruano Juan Aurich, em Chiclayo, curiosamente também pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores, e triunfou por 3 a 1, gols de Fucile, Paulo Henrique Ganso e Borges.

De lá para cá o alvinegro da Baixada acumulou oito jogos sem vitórias fora do território brasileiro, sete deles pela Libertadores e um pela Recopa Sul-Americana. Foram, ao todo, três derrotas e cinco empates.

Essa foi a pior sequência santista em competições internacionais desde que voltou a frequentar o principal torneio de clubes do continente, em 2003. Desde então, até 2012, venceu pelo menos uma partida no exterior em cada edição de Copa Libertadores que disputou.

Os oito jogos de jejum do Santos fora do Brasil:

2012
Bolívar-BOL 2 x 1 Santos (ida das oitavas de final da Libertadores)
Vélez Sarsfield-ARG 1 x 0 Santos (ida das quartas de final da Libertadores)
Universidad de Chile-CHI 0 x 0 (ida da Recopa Sul-Americana)
2017
Sporting Cristal-PER 1 x 1 Santos (fase de grupos da Libertadores)
Santa Fé-COL 0 x 0 Santos (fase de grupos da Libertadores)
The Strongest-BOL 1 x 1 Santos (fase de grupos da Libertadores)
Barcelona-EQU 1 x 1 Santos (ida das quartas de final da Libertadores)
2018
Real Garcilaso-PER 2 x 0 Santos (fase de grupos da Libertadores)

Nota do blog: Quando o assunto é Copa Sul-Americana, o retrospecto santista é ainda pior. Em cinco participações (a última delas em 2010), o Peixe enfrentou clubes estrangeiros em três oportunidades e foi eliminado em todas, sempre derrotado fora de casa:

2003
Cienciano-PER 2 x 1 Santos (volta das quartas de final)
2004
LDU-EQU 3 x 2 Santos (ida das quartas de final)
2006
San Lorenzo-ARG 3 x 0 Santos (ida das oitavas de final)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Feliz 7 a 1: um ano de coma do futebol brasileiro

Um ano do capítulo mais triste da história do futebol brasileiro. Capaz de deixar as almas dos personagens de 1950 dormirem em paz.

Ao fim do dia 8 de julho de 2014, a catástrofe do Mineirão trazia a esperança de despertar um gigante em coma, não mais adormecido. Jornalistas, especialistas, torcedores e até quem nunca entendeu de bola trouxeram de bate-pronto os diagnósticos da doença. Descobriram que, na verdade, não se tratava de apenas um tumor, mas uma metástase que vinha matando nosso futebol de forma arrasadora.

Receitaram os remédios, um a um, desde os mais simples até os mais agressivos tratamentos. Com direito, ainda, a soluções bem detalhadas e espelhadas em modelos de sucesso atuais.

Mas depende do paciente querer ser curado. Quem comanda nosso futebol esqueceu que antibiótico se toma todos os dias, com hora e medida certa.

Exatos 365 dias depois os mesmos erros continuam sendo cometidos. Nada foi feito. Nada mudou. Vide a Copa América, eliminados novamente pelo Paraguai nos pênaltis. Sem brilho, sem padrão, dependentes de apenas uma estrela solitária. Estrela que novamente deixou de brilhar no meio do caminho, ofuscada pela instabilidade emocional de um grupo mal comandado.

Fora de campo é um 7 a 1 atrás do outro. Escândalos, prisões, más administrações, clubes quebrados.

Não há remédio que cure tantos problemas assim de uma vez. É preciso tempo para trabalhar, para plantar e colher os resultados. Mas, antes, é preciso começar a trabalhar. E o torcedor brasileiro está há exatos 365 dias esperando, com uma pá na mão, que o mutirão comece.

Lembro-me do tempo em que se reclamava por não convocarem Romário, Djalminha, Alex. Já houve o dia em que deixaram o Falcão fora de uma Copa do Mundo. Remédio era o que não faltava. Sobrava.

Hoje a mão-de-obra está escassa. A doença é muito mais séria e profunda. Haja remédio para curar o futebol brasileiro. A dúvida que fica é: quanto tempo vai durar esse coma?

terça-feira, 26 de agosto de 2014

100 anos de Palmeiras



Descendente de italianos, neto, filho e sobrinho de palmeirenses, difícil acreditar que não segui os mesmos passos.

Ainda pequeno e sem ter noção do que era futebol, vivia sob o apelo de presentes para decidir o time pelo qual torceria o resto da vida.

Um amigo da família adorava me trazer camisas do Corinthians e imitar as comemorações do Marcelinho Carioca a fim de “comprar” minha opção. Meu tio, palmeirense roxo, entrou na briga e me deu uma camisa do Palmeiras, daquela clássica da Parmalat de 1993/94.

No entanto, minha decisão foi seguir os passos do meu pai, o único que nunca tentou me persuadir a torcer pelo seu time do coração, o Santos.

Mesmo decidindo ser um torcedor do Peixe, grande parte da minha infância foi marcada por festas e encontros familiares em tons alviverdes. Decisões de campeonatos não faltavam para nos reunirmos: Campeonatos Paulistas, Brasileiros, Copas do Brasil, Mercosul, Libertadores, Mundial, Copa dos Campeões...

Muitas vezes eu ria sozinho das derrotas, outras me sentia bem só de ver a felicidade estampada no rosto de pessoas tão queridas.

A verdade é que mesmo torcendo por outro time (e com muito orgulho), o Palmeiras fez parte da minha vida. Proporcionou muitos momentos de união, alegria e festa dentro de casa.

Aliás, o Palmeiras fez e faz parte da vida de todo amante do futebol, inclusive dos rivais. Afinal, o que seria dos corintianos sem as embaixadinhas do Edilson? E dos santistas sem aquela virada história na semifinal do Paulistão de 2000? E são-paulinos sem o golaço de esquerda do Cicinho em pleno Parque Antártica?

Momentos épicos!

Do mesmo modo como são inesquecíveis a defesa de Marcos na cobrança de pênalti de Marcelinho, o Armeration em cima do Santos de Robinho, Ganso e Neymar e o gol antológico de Alex no Morumbi, com direito a chapéu em Rogério Ceni.

Torcer por outro time não me tira o carinho nem o respeito que tenho pelo Palmeiras, clube gigante, vencedor e revelador de craques. O centenário alviverde merecia ser de outra forma, na briga por títulos, time repleto de ídolos e o novo estádio como a cereja do bolo, fazendo jus à sua história.

Aos meus familiares, amigos e toda a torcida que canta e vibra, as minhas congratulações por essa data tão especial.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras, pelos 100 anos de história!


Time campeão da Taça Libertadores de 1999, contra o Deportivo Cali - COL

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Missão Hexa: Parte 1/7

O primeiro passo foi dado.

Como já era esperado, foi difícil. Mas poderia ter sido pior. Mario Mandzukic, do Bayern de Munique, se pudesse ter entrado em campo, faria a festa na área brasileira. Principalmente em jogadas aéreas em que às vezes Daniel Alves aparecia na disputa pelo alto com os atacantes croatas.

Aliás, que estreia infeliz do camisa 2 brasileiro. Jogadas pelas costas, erros de passes, ineficiência nos cruzamentos. Isso sem falar na irresponsável subida ao ataque que resultou no gol contra de Marcelo (o primeiro do Brasil em toda a história das Copas), quando, ao invés de estar postado na linha defensiva, o lateral do Barcelona estava marcando o goleiro adversário. Com isso, a Croácia aproveitou o buraco deixado pelo brasileiro para fazer a jogada pela esquerda de seu ataque, tirando Thiago Silva da área para suprir a função do colega, e assim sair o cruzamento que deu origem ao primeiro da Copa do Mundo de 2014.

David Luiz e Luiz Gustavo seguraram a bronca e fizeram uma partida impecável.

Neymar, de novo, mostrou porque pode levar o Brasil à decisão. Porém, errou ao acertar Modric no rosto e levar cartão amarelo de bobeira. Na Copa do Mundo dois cartões amarelos já suspendem automaticamente um jogador para o duelo seguinte, e não três, como estamos acostumados.

Oscar, após algumas críticas e a ameaça de Willian tomar o seu lugar no time titular, foi um dos melhores em campo. Se destacou tanto na parte ofensiva, participando de todos os gols brasileiros no jogo, quanto defensivamente, ajudando na marcação, roubando bolas e mostrando muita garra dentro de campo. Tanto que a provável entrada de seu substituto imediato já prevista por alguns, acabou nem acontecendo.

O juiz ajudou, é claro. Mas julgá-lo após ver e rever mais de 30 vezes, por diversos ângulos, pela televisão fica fácil.

Felipão não comprometeu. Suas mexidas melhoraram o ânimo do time em campo. Só acho que poderia ter colocado Maicon no lugar de Dani Alves.

Enfim, o mundial começou. O adversário mais perigoso do grupo foi batido e a classificação para a próxima fase está bem encaminhada. Que o peso da estreia tenha ficado para trás. Novas atuações como a de hoje podem complicar o sonho do hexa mais para frente, no mata-mata.

O que esperamos é um camisa 10 decisivo como o deste 12 de junho e que a força da torcida continue vindo desde o hino nacional até o apito final.

segunda-feira, 31 de março de 2014

As curiosidades do futebol paulista

Assim que o árbitro Marcelo Rogério sinalizou o término da primeira semifinal do Campeonato Paulista de 2014, o Santos chegava a impressionante marca de seis finais consecutivas, algo inédito na história do futebol do estado de São Paulo.

Já no ano passado, o Peixe, ao chegar à sua quinta finalíssima em seguida, superou a marca de quatro decisões do São Paulo entre os anos de 1980 e 1983, quando conquistou o título nas duas primeiras oportunidades, contra o próprio Santos e frente à Ponte Preta, e acabou perdendo as outras duas para o Corinthians da Democracia.

Se levarmos em conta a época dos pontos corridos no Campeonato Paulista, que foi utilizada de forma fixa até meados da década de 70, a maior marca de títulos e vices consecutivos também é do time da Vila Belmiro, que ficou nas duas primeiras posições durante oito temporadas seguidas, entre 1955 e 1962, sagrando-se campeão em seis oportunidades.

O fato mais curioso é que em 1959 houve uma decisão, pois Santos e Palmeiras empataram em número de pontos e tiveram de decidir em três jogos finais o título daquele ano no chamado Supercampeonato. Após dois empates (1x1 e 2x2) e uma vitória por 2x1, o alviverde levou a melhor e conquistou o título em cima do rival naquela que seria a ÚNICA FINAL da história entre Santos e Palmeiras até os dias de hoje.

A chance de uma revanche estava mais do que prevista para 2014, mas os deuses do futebol, como diz Mano Menezes, não permitiram. Ou melhor, Marcelinho, do Ituano, não permitiu, quando colocou a bola no canto esquerdo do goleiro Bruno na noite de ontem, aos 38 minutos do segundo tempo da segunda semifinal do Paulistinha.

Após quase 100 anos de clássico, Santos e Palmeiras deverão esperar um pouco mais para disputarem somente pela segunda vez uma finalíssima entre si.

Frente a um adversário menos badalado e teoricamente mais fraco, o time da Vila, que chega à sua sexta decisão em sequência, vê o 21º título estadual cada vez mais perto. E se depender das coincidências do futebol, o caneco pode estar garantido desde já. Isso porque desde 1998 o Peixe jamais deixou de levantar uma taça em ano de Copa do Mundo. Em 1998 conquistou a Copa Conmebol, em 2002 o Campeonato Brasileiro, em 2006 o Paulistão e em 2010 repetiu a dose com outro Paulistão e venceu pela primeira vez em sua história a Copa do Brasil.

Ano de Copa é ano de alegria para os santistas? Veremos em duas semanas... se os deuses do futebol permitirem.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Rosberg vence, Massa esbraveja e RBR vacila

A temporada 2014 da Fórmula 1 começou sem grandes surpresas em relação aos testes oficiais do começo do ano. Domínio dos carros com motor Mercedes e sucessivas quebras dos propulsores Renault.

Melhor para Nico Rosberg que logo na largada pulou da terceira para a primeira posição, posto que não deixou mais escapar durante toda a prova até a bandeirada final. Após 30 anos, o alemão vence no mesmo país o grande prêmio que seu pai conquistou na estreia da Austrália na Fórmula 1, embora em circuito diferente.

Lewis Hamilton, pole position e favorito à vitória, perdeu duas posições antes mesmo da primeira curva e em quatro voltas foi obrigado pela equipe a abandonar a corrida e salvar o motor, que apresentava problemas. Mais uma das novas regras para 2014, que permite a cada escuderia utilizar somente cinco motores por carro durante toda a temporada.

Estreia com final precoce

Felipe Massa vivia grande expectativa sobre sua primeira corrida pela Williams, que surpreendeu na pré-temporada e esteve sempre no pelotão de frente. Após um modesto nono lugar no treino classificatório, eis que surgiram as primeiras dúvidas em relação ao desempenho dos carros ingleses, ao menos na chuva. No domingo, o sol apareceu e devolveu a confiança de uma boa corrida para o brasileiro.

Entretanto, ele não teve mais do que meia reta para curtir seu primeiro grande prêmio pela nova equipe, após oito anos de Ferrari. Uma pena começar uma temporada tão promissora sendo atropelado por uma Caterham e vendo o fim de prova logo na primeira curva. Em teu semblante, eram claras a decepção e indignação com a manobra irresponsável do japonês Kamui Kobayashi.

Consolo

Se Felipe Massa não teve tempo nem de esquentar os pneus, restou ao brasileiro um fundo de esperança para o restante do ano. Isso porque seu companheiro Valtteri Bottas fez uma corrida e tanto, mostrando que o carro da Williams pode dar muito trabalho e brigar por alguns pódios. Mesmo largando da 15ª posição do grid, o finlandês chegou rapidamente ao top 10 do GP australiano e não tomou conhecimento de seus adversários, nem mesmo da Ferrari de seu compatriota e campeão do mundo, Kimi Raikkonen.

O excesso de confiança do piloto da Williams quase acabou com o sonho da equipe de pontuar na estreia do campeonato, mas a sua segunda recuperação na prova mostrou mais uma vez que o carro desta temporada está bem à frente de muita gente grande, como a própria Ferrari e a atual tetracampeã RBR.

Festa australiana dura pouco

E foi o time austríaco quem mais decepcionou durante todo o final de semana. Tudo começou com o desempenho pífio de Sebastian Vettel no treino de classificação, registrando apenas o 12º tempo. Na corrida, o abandono do alemão (novamente com problemas no motor Renault), antes mesmo de completar a quarta volta, deu fim a um grande prêmio para ser esquecido.

Na contramão do insucesso do principal piloto da equipe, o anfitrião Daniel Ricciardo vinha surpreendendo. Nos treinos, garantiu o segundo lugar no grid e manteve a posição durante toda a corrida. A torcida da casa fez grande festa e saudou o australiano como se tivesse vencido a prova. Nada mais justo para um jovem piloto que conseguia levar um carro cheio de problemas ao pódio frente ao seu povo.

Conseguia... pois, após a corrida, a FIA investigou e encontrou irregularidades no fluxo de combustível do carro número 3, que havia excedido consistentemente o limite de 100kg de gasolina por hora, infringindo uma das novas regras estabelecidas para temporada 2014.

McLaren volta ao pódio e Ferrari continua sem brilho

Enquanto a Mercedes desponta como favorita, a Williams promete incomodar e a RBR não sai do lugar, a McLaren finalmente voltou a subir no pódio após ficar a temporada de 2013 inteira sem alcançar sequer um quarto lugar. E logo de cara colocou os seus dois pilotos, o dinamarquês e estreante na categoria Kevin Magnussen e o inglês Jenson Button, para estourar o champanhe.

Já a mais tradicional equipe do paddock não foi mais do que uma figurante de grife em Melbourne. Com o quarto lugar de Fernando Alonso e o sétimo de Kimi Raikkonen, a Ferrari não foi capaz de amedrontar ninguém e acabou fazendo uma corrida bem discreta. Muito pouco para a escuderia mais vencedora da história da Fórmula 1 e para dois pilotos tão talentosos e que carregam o posto de campeões mundiais.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Fim da linha para os paulistas na Libertadores

Palco dos últimos dois títulos brasileiros na Libertadores, com Santos e Corinthians, o Pacaembu também foi cenário de duas eliminações em dois dias de times paulistas na competição sul-americana em 2013.

Limitado, o Palmeiras, que até tinha certo favoritismo por precisar somente de uma simples vitória em casa para avançar às quartas de final, foi derrotado pelo também fraco Tijuana e antecipou sua eliminação do torneio, que naturalmente deveria vir contra o Galo na próxima fase.

Já o Timão foi traído pela arbitragem e por um golaço, sem intenção, de Riquelme, que, dentro de suas limitações físicas, comandou os Xeneizes à classificação. Méritos também ao esquema tático de Carlos Bianchi e ao poder de raça e marcação argentino.

Diferente de outros anos, o clube do Parque São Jorge sai de cabeça erguida e não será afetado por crise consequente de uma queda na Libertadores. E nem mesmo se perder, o quê não deve acontecer, a final de domingo para o Santos.

O Palmeiras deverá seguir agora o planejamento para a Série-B e buscar reformular seu elenco e sua administração para voltar à elite em 2014 e, diferentemente do primeiro rebaixamento, retomar o caminho das conquistas.

O sonho do bicampeonato continental do Corinthians acabou, mas o ano alvinegro ainda tem tudo para acabar em festa.

O time vive em lua de mel com a torcida, que provou mais uma vez ser uma das mais fieis e apaixonadas do mundo após o final do jogo. Além disso, tem um dos três elencos mais fortes do país, ao lado de Atlético-MG e Fluminense, que inclusive, são os times brasileiros que ainda estão vivos na Libertadores ao lado do Grêmio, que decide hoje, fora de casa, a última vaga para as quartas de final da competição.

A arbitragem de ontem à noite não merece nenhuma consideração. Simplesmente fraca e vergonhosa. Indigna de uma decisão tão importante de Taça Libertadores entre dois dos maiores clubes do continente americano.

A bola segue rolando e domingo o Peixe que se cuide, pois o Paulistinha virou Paulistão para os corintianos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A hora da verdade

Hoje começa pra valer a fase de mata-mata para os clubes brasileiros na Taça Libertadores da América de 2013.

Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Fluminense, São Paulo e Atlético-MG entram em campo nesta semana pelas partidas de ida das oitavas de final do torneio continental.

Na semana passada, tivemos dois jogos que abriram oficialmente a fase eliminatória da competição. Em Rosário, na Argentina, o Newell’s Old Boys recebeu o Vélez Sarsfield, e se deu mal. Mesmo jogando melhor, os donos da casa viram o rival de Buenos Aires acertar nos contra-ataques e sair com a vitória pelo placar de um a zero, gol de Allione.

Já em Cuzco, no Peru, a sensação da atual edição da Libertadores, o Real Atlético Garcilaso, enfrentou o tradicional Nacional, do Uruguai, e conquistou uma importante vitória por um a zero, tento anotado por Bogado.

O outro confronto só com estrangeiros nesta fase da competição é entre Tigre e Olímpia. O primeiro jogo acontece hoje na cidade de Victoria, na Argentina.

Palmeiras

Recém eliminado do Campeonato Paulista pelo Santos, o alviverde imponente terá, também hoje, no México, a difícil missão de segurar o bom time do Tijuana, jogando, inclusive, em campo com gramado sintético.

O time da casa, que foi fundado há apenas seis anos, se classificou com a segunda posição no grupo 5, o mesmo do Corinthians, e desperta com uma das surpresas desta temporada.

Olhos atentos a Martinez, o “Neymar” do time mexicano, que, além de ter o cabelo parecido com o do astro brasileiro, também é bom de bola.

Grêmio

Os tricolores gaúchos recebem em sua nova arena o perigoso time do Santa Fé, que teve a segunda melhor campanha de toda a fase grupos, atrás apenas do Atlético-MG.

Com o técnico Vanderlei Luxemburgo na corda bamba, o time bicampeão da competição tem neste primeiro duelo a obrigação de fazer a lição de casa e levar para Bogotá, na Colômbia, uma grande vantagem para manter vivo o sonho do tri.


Corinthians

Atual campeão do torneio, o Timão vai a Buenos Aires reeditar a final do ano passado contra o já não tão temido Boca Júniors.

O time comandado pelo técnico Tite vem com moral depois da goleada aplicada na Ponte Preta, dentro do Moisés Lucarelli, no domingo, e é o grande favorito do confronto.

Riquelme, recuperado de lesão, é a maior esperança dos xeneizes para darem a revanche no clube brasileiro.


Fluminense

Líder do complicado grupo 8, o time carioca vai a Guayaquil enfrentar o Emelec, aquele mesmo que perdeu para o Corinthians nas oitavas em 2012.

Vice-campeão em 2008, o Flu ainda não poderá contar com sua principal estrela, o atacante Fred, lesionado, mas aposta suas fichas em Rafael Sobis, jogador que atravessa grande fase pelo tricolor da laranjeiras e tem feitos gols decisivos.

São Paulo x Atlético-MG

Sem dúvidas, este é o grande jogo deste mata-mata até aqui.

Os dois times, que já se enfrentaram na fase de grupos, viveram situações completamente opostas durante toda a competição.

Enquanto o Galo deitou e rolou, conquistando a melhor campanha entre todos os clubes na atual edição do torneio, o time do Morumbi passou por momentos dificílimos para selar a sua classificação às oitavas de final.

Se para o São Paulo predomina a raça e a vontade desde a heroica vitória contra os próprios mineiros na última rodada da segunda fase (entendamos que a primeira fase trata-se da Pré-Libertadores), para o Atlético serve de moral o impressionante retrospecto dentro do estádio Independência, onde o alvinegro não perde um jogo sequer desde sua reinauguração em maio de 2012.

Entretanto, é bom o time do técnico Cuca abrir os olhos e tomar cuidado com as falsas ilusões que a condição de ter a melhor campanha do torneio pode dar aos torcedores e aos próprios jogadores.

Isso porque no atual formato da Libertadores, que vigora desde o ano 2000, jamais um time conseguiu cravar o melhor desempenho da fase de grupos e terminar com o título da competição no mesmo ano.

Este paradigma não é quebrado desde o ano de 1996, quando o River Plate, da Argentina, fez a dobradinha. Já entre os times brasileiros, o último a realizar tal façanha foi o Grêmio, na sua inédita conquista em 1983.

Será essa a hora do Galo quebrar este tabu?

sábado, 27 de abril de 2013

Time bom de pênaltis


Mesmo depois de jogar melhor e perder ao menos três chances claras de gol no segundo tempo, o Santos sofreu o empate e precisou ir às penalidades para eliminar o Palmeiras e manter vivo o sonho do inédito tetracampeonato paulista da era profissional.

Longe de ser aquele time das últimas três temporadas, o alvinegro da Vila Belmiro se apoiou na fama de “copeiro” e mostrou mais uma vez seu poder em decisões por pênaltis.

Neste quesito, o Peixe tem um grande retrospecto. Ao longo deste século, foram sete vezes em que o clube paulista teve de definir um confronto em cobranças na marca da cal, sendo que em cinco delas saiu vitorioso.

As únicas derrotas foram para o Fluminense logo na primeira fase da Copa Sul-Americana de 2005 e para o Ipatinga nas quartas de final da Copa do Brasil de 2006.

Em contrapartida, os praianos saíram vitoriosos uma vez em 2003, contra o Nacional, do Uruguai, pelas oitavas de final da Taça Libertadores, e duas vezes em 2004, contra a equatoriana LDU, também pelas oitavas da Libertadores, e contra o Flamengo, pela Copa Sul-Americana. Pelo mesmo torneio continental, o Peixe bateu em penalidades máximas o Cruzeiro em 2006.

As mais recentes façanhas do Santos em decisões por pênaltis vieram em 2012, contra o Vélez Sarsfield, pelas quartas de final da Libertadores, e agora em 2013, contra o Palmeiras pelas quartas do Paulistão.

Vale ressaltar ainda que o time alvinegro jamais foi eliminado neste tipo de disputa pela Taça Libertadores da América em toda sua história.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O choro por Chorão

Meu, tu não sabe o que aconteceu! O CARA do Charlie Brown se foi, mas ficará na eternidade!

Santo ninguém é. Chorão, muito menos foi. Mas não estou aqui pra tachar ninguém de vagabundo, só porque ele tinha uma magrela, um apê no BNH e andava de trem enquanto outros de limusine, o que também não quer dizer que sua História foi Mal Escrita.

Pode ter sido um cara polêmico, que muitas vezes se desviou por caminhos ruins, "mas ele fez acontecer, de vagabundo a gerador de empregos, PODE CRER!" E nunca Viveu em Vão. Coisa que Só os Loucos Sabem.

O Charlie Brown Jr. pode não ter sido a melhor banda, pelo contrário, mas nunca sairá da minha mente, pois foi a trilha sonora da minha adolescência, das minhas amizades mais verdadeiras e das histórias mais loucas que tenho para contar de shows.

Vivendo Nesse Absurdo, ele me ensinou a Lutar Pelo O Que É Meu e tinha muita razão: "A gente passa a entender melhor a vida quando encontra o verdadeiro amor".

Cara de Puro Sangue, de skate ele veio, de skate ele vai. Saiu de Santos, veio para a Cidade Grande, virou Rubão, o Dono do Mundo com sua música. Abriu nossos Olhos buscando a Liberdade Acima de Tudo. Viveu O Lixo e o Luxo.

Há quem diga que entrou em um Beco Sem Saída e pagou O Preço. E daí... ele tinha O Dom, a Inteligência e a Voz. Foi o Errado Que Deu Certo. Não foi Senhor do Tempo, mas sabia que iria chover e hoje o Céu Azul é todo dele. Agora encontrou o seu Lugar Ao Sol.

Santista de coração, morreu cedo, com 42 anos. Talvez A Metade do Caminho.

Cantou Tudo O Que gostamos de Escutar. Tinha Vícios e Virtudes, viveu Vida de Magnata.

Sobraram apenas as Marcas do Que Se Foi. Dos Dias de Luta e dos Dias de Glória. Mas aconteceu Como Tudo Deve Ser. Hoje vive em seu Novo Mundo.

Santos e o Brasil estão em luto.

Agora, JÁ ERAAAA... "Vai com Deus, Chorão... vai". Vai encontrar teu pai, meu querido. Fique Naquela Paz e Não Deixe o Mar Te Engolir!

"O DOM QUE DEUS TE DEU ENTROU PRA HISTÓRIA DO TEMPO"

Alexandre Magno Abrão (Chorão) - 09/04/1970 - 06/03/2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Pisando fundo com Reginaldo Leme

Para quem, assim como eu, cresceu acordando cedo, madrugando ou mesmo nem dormindo aos finais de semana para assistir às corridas de Fórmula 1, ouvir de pertinho as palavras e as experiências de Reginaldo Leme, o mais famoso e importante jornalista especializado em automobilismo no Brasil, é um sonho realizado.

Ontem, 4 de março de 2013, tive uma oportunidade, talvez única, de conhecê-lo, entrevistá-lo rapidamente e de tirar uma foto ao lado dele, sempre atento como uma criança às histórias contadas durante as quase duas horas de bate-papo informal lá na sede da Aceesp, na Avenida Paulista.

Para um apaixonado por Fórmula 1 como eu, que com seis anos de idade guardava um jornal velho com um especial sobre a temporada de 1997 e decorava o capacete de cada piloto, reconhecendo-os na pista pela televisão, ou mesmo o trajeto de cada circuito e brincando em casa com meus carrinhos como se estivesse pilotando em algum deles, a noite de ontem valeu como uma aula de jornalismo, de Fórmula 1 e de vida.

Furos, reportagens, amizades, desentendimentos, viagens, emoções. Estas são só algumas palavras-chave sobre como posso resumir um pouco a vida profissional de Reginaldo, que sempre viveu tão perto intimamente de lendas da Fórmula 1 como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Alain Prost, entre outros.

A descrição da história de cada um desses pilotos, e principalmente sua relação com eles, vinha tão à tona durante a palestra, que eu pude ter a sensação de ter os conhecido tão bem quanto ele, quando na verdade o máximo que posso dizer que sei deles é o que fizeram nas pistas e o que todo mundo viu na televisão, nos jornais, livros, documentários ou vê hoje na internet.

Um pouco da carreira

Reginaldo começou sua carreira no jornal O Estado de São Paulo, onde trabalhou por quase 11 anos. Em 1978 foi para a TV Globo e conciliou por um ano sua vida profissional com o jornal impresso. A partir de 1979, passou a se dedicar somente para a televisão pela emissora carioca.

Ele foi o primeiro jornalista a cobrir regularmente o automobilismo no Brasil, mais precisamente a F-1. Isso aconteceu em 1972, ano marcado pela primeira das duas conquistas de Emerson Fittipaldi na categoria. Nesta ocasião, ele só foi capaz de trabalhar na reta final do campeonato, já que até Fittipaldi despontar como favorito ao título, a imprensa nacional não dava tanta importância ao automobilismo, nem mesmo à Fórmula 1.

A partir de 1973, com exceções das temporadas de 76 e 77, quando cobriu a F-1 a distância por causa do fraco desempenho verde e amarelo nas pistas, Leme esteve presente em todas as edições do campeonato mundial até os dias de hoje.

* Assim como Reginaldo Leme, confesso que reescrevi algumas vezes (e não 40 como ele, hahaha) este texto antes de publicar.

Da esquerda pra direita: Raphael Rodrigues, Reginaldo Leme, Matheus Dalcim, Gabriela Moschetti e Clarisse Oliveira

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Justiça e lição para todos

Pois é, como todos viram, o Corinthians foi punido pela Conmebol e terá de mandar seus jogos na Libertadores com os portões fechados, além de não poder ter ingressos disponíveis nas partidas fora de casa.

Li diversos comentários em diversos blogs e páginas esportivas desde ontem à noite e confesso que me surpreendi com as reações positivas e também com as negativas tanto dos corintianos quanto dos torcedores rivais.

Para falar a verdade foi muito bom ver que ainda existem pessoas que pensam como seres humanos em primeiro lugar, independente de suas paixões. Em contrapartida, é triste ver que também ainda existam pessoas sem escrúpulo algum e que não medem nem um pouco o que falam só para defender o clube do coração ou esculachar o rival.

A punição dada ao Corinthians foi justa e a defenderia de todas as formas se tivesse sido dada a qualquer outro clube do Brasil e do mundo.

Justo punir 30 milhões por causa de um ou de doze, como muitos questionaram?

SIM!

O bom exemplo tem de ser pregado para mostrar a todos que o esporte deve estar acima de todo o resto e que qualquer prática desumana que rodeie o espetáculo deve ser banida, extinta.

Quantos clubes já não foram punidos por tacarem objetos em campo ou por casos de brigas entre torcida?

Por que não seria justo agora o Timão ser punido pela morte de um garoto, ocasionada por um membro de sua torcida?

Que sirva de lição aos clubes e principalmente aos torcedores não só do Corinthians, mas de todos os outros clubes.

Finalmente a Conmebol deu uma dentro.

E quem sabe este não seja o primeiro grande passo no futebol sul-americano para pregarmos a paz e os bons comportamentos nas praças esportivas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O retorno do Rei do saibro

Depois de sete meses parado por conta de uma contusão no joelho, Rafael Nadal voltou oficialmente ao circuito mundial de tênis na semana passada em Viña del Mar, no Chile. Logo em seu primeiro torneio chegou à final, mas acabou sendo derrotado pelo argentino Horacio Zeballos por 2 sets a 1, parciais de 6/7(2), 7/6(6) e 6/4.

Nesta semana, o ex-número um do mundo veio a solo brasileiro para disputar o Brasil Open, em São Paulo.

E o resultado foi ainda melhor.

Ainda sem muito ritmo, longe de sua melhor forma e muito incomodado pelo joelho, Rafa mostrou que ainda terá de lutar muito para voltar a bater de frente com seus principais concorrentes ao topo do ranking, mas foi capaz de envolver o público presente no Ginásio do Ibirapuera e mostrar que sua genialidade pode fazer a diferença mesmo diante de tantas dificuldades físicas.

Durante toda a semana, a estrela maior do evento fez o público lotar o ginásio e correspondeu com vitórias (porque o espetáculo que todos esperavam mesmo faltou) toda a energia que vinha das arquibancadas, que, aliás, estiveram claramente superlotadas por quase todos os dias, o que gerou muita polêmica e insatisfação do público, que, além das reclamações pela falta de lugares para assistir aos jogos, ainda sofreu com o intenso calor dentro do ginásio.

Na quadra, a final deste domingo entre Rafael Nadal e o experiente David Nalbadian não foi nem de longe o grande confronto que se esperava (muito se deve ao fraco e decepcionante desempenho do argentino). No fim, Nadal venceu sem problemas por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3) e pôde comemorar seu 51º título como profissional, o 37º no saibro e o segundo no ATP brasileiro, sob olhares atentos de Ronaldo e Anderson Silva, espectadores ilustres da decisão do torneio, estes, claro, com lugares garantidos na plateia.

Bruno Soares completa a festa do público brasileiro com título nas duplas

Se o espanhol Rafael Nadal foi motivo de alegria para os torcedores que vieram assistir a um grande espetáculo, o mineiro Bruno Soares foi responsável por dar o tom verde e amarelo que faltava na festa no Ibirapuera.

Antecedendo a final de simples, Bruno, ao lado do austríaco Alexander Peya, levou a torcida brasileira ao delírio ao vencer o título do Brasil Open 2013 ao bater a dupla formada pelo eslovaco Michal Mertinak e o tcheco Frantisek Cermak em 2 sets a 1, parciais de 6/7(5), 6/2 e 10/7, com o último set sendo disputado no super tie-break.

Com o resultado, Soares faturou o tricampeonato do torneio e ainda por cima com o terceiro parceiro diferente. Em 2011 Bruno levou o título jogando ao lado do também brasileiro Marcelo Melo e em 2012 triunfou em parceria com o norte-americano Eric Butorac. De quebra, o mineiro ultrapassou seu amigo Marcelo Melo, com quem estava empatado, e se tornou o maior vencedor brasileiro de todos os tempos nas duplas com 12 títulos conquistados na carreira.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retrospectiva - O melhor do Futebol em 2012

E, finalmente, para encerrar a Retrospectiva 2012, o esporte que mais brilhou e foi comentado no blog Esporte Dalcim neste ano de estreia: o FUTEBOL.

Títulos inéditos, rebaixamento, tabus quebrados, gols bonitos e muita festa. O futebol em 2012 foi surpreendente e muito especial, principalmente, para a segunda maior torcida do país. Confira:

Foto: Divulgação
1- O inédito título da Libertadores e o bicampeonato mundial do Corinthians: Que atire a primeira pedra o torcedor rival que nunca tirou sarro de um corintiano por nunca ter conquistado a Libertadores. Pois, bem... se não tirou, não tira mais. Em 2012, o time do Parque São Jorge fez história, aderiu a um esquema perfeito de jogo do técnico Tite e derrubou todos os gigantes que cruzaram o seu caminho. Depois de fazer a segunda melhor campanha de toda a primeira fase, o Corinthians viria a sofrer apenas dois gols em todo o mata-mata. Emelec, Vasco da Gama, Santos e Boca Júniors não foram páreo para o Timão e viram o bando de loucos levantar a América de forma invicta. Com o título, o Corinthians garantiu vaga no Mundial de Clubes, no Japão. Do outro lado do mundo, o time fez bonito. Invasão corintiana nas arquibancadas e show de Paolo Guerrero em campo. Com duas vitórias por 1 a 0, contra Al Ahly e Chelsea, respectivamente, o time paulista se sagrou bicampeão do mundo.

Foto: Divulgação
2- Chelsea bate poderosos Barça e Bayern e conquista a Champios League pela primeira vez: Assim que foram definidas as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, Barcelona e Real Madrid despontavam como grandes favoritos a fazerem a maior final da história da competição. Meros figurantes, Chelsea e Bayern de Munique calaram os espanhois e fizeram a improvável decisão da temporada. Jogando em casa e com um time bem superior, os alemães jogaram melhor, mas não o suficiente. Sofreram o empate no tempo regulamentar, perderam pênalti na prorrogação e foram derrotados na decisão por penais. O Chelsea, que jogou recuado grande parte da competição provava que nem sempre o melhor time e o futebol mais bonito ganhavam.

Foto: Divulgação
3- Espanha ratifica soberania e leva o bi da Eurocopa: Uma primeira fase longe do que podia apresentar não animava muito os espanhois rumo ao bicampeonato europeu. Vieram as quartas de final e vitória tranquila sobre a França. Na semi, o jogo mais duro da competição. No “clássico de Tordesilhas”, Portugal foi superior e mereceu a vitória, mas não foi capaz. Nos pênaltis, a Fúria sacramentou sua vaga para a decisão contra a Itália, com quem havia empatado por 1 a 1 na estreia. Porém, no jogo final o que se viu foi um passeio espanhol e goleada por 4 a 0.

Foto: Divulgação
4- Após 44 anos, Manchester City vira no fim e é campeão inglês: Até pouco tempo atrás era um decadente time da Inglaterra, acostumado a ocupar posições medianas na tabela depois de alguns anos de glória em um passado distante. Em 2008, um grupo de investidores dos Emirados Árabe comprou o clube e a história começou a mudar. Grandes jogadores do futebol mundial como Carlos Tevez, Mario Balotelli, Sergio Aguero, Robinho, Elano, David Silva, Yaya Touré, entre outros, foram contratados de lá para cá. E em 2012 veio a consagração desta nova era com o título da Premier League. Fácil, não foi. Antes foi necessário tirar pontos do rival Manchester United para alcançar a liderança. Depois de conseguir tal feito, era hora de decidir dentro de casa, no Etihad Stadium, a última partida antes de erguer a taça mais cobiçada da terra da Rainha. Enquanto o United vencia por 1 a 0, gol de Rooney, no outro jogo (resultado que dava o título aos Reds com o empate do City), os Citizens tomavam uma virada inesperada do QPR, time de baixa expressão da Liga Inglesa. Tudo parecia perdido. Tanto que o gol de empate só veio aos 46 minutos do segundo tempo, com Dzeko, de cabeça. E, aos 48, o que ninguém mais acreditava: a virada! Gol de Aguero, gol do City, gol do título.

Foto: Divulgação
5- Do céu ao inferno, Palmeiras vence Copa do Brasil e cai para a Série-B do Brasileirão: O ano palmeirense foi repleto de altos e baixos. No Campeonato Paulista, discreto quinto lugar na fase de classificação e eliminação precoce para o Guarani nas quartas de final. Na Copa do Brasil, porém, tudo foi diferente. Com um time aguerrido venceu a competição de forma invicta e garantiu vaga para a Taça Libertadores de 2013. Tudo parecia ir bem dentro do clube dali em diante. Mal sabiam que o ano terminaria de forma trágica: demissão de Felipão, contusões frequentes de vários jogadores e queda para a segunda divisão. Dez anos após o primeiro rebaixamento, o alviverde imponente repetia a dose. Triste e injusto para uma torcida que canta e vibra sem parar.