quinta-feira, 14 de junho de 2012

Noite dos campeões

Fechando a rodada de semifinais da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil, dois jogos deram a vantagem para a partida de volta na semana que vem para dois dos maiores clubes vencedores da América do Sul: Boca Júniors e São Paulo.

Pelo torneio continental, o time do maestro Juan Román Riquelme, sob olhares de Maradona e Carlos Tévez, bateu dentro de casa, na temida La Bombonera, o Universidad de Chile pelo placar de 2 a 0, gols de Santiago Silva e Sánchez Miño.

Com o resultado, os argentinos podem perder por até dois gols de diferença no Chile, desde que marquem um ou mais gols, para avançar à final. Já a La U precisará de um milagre para evitar a décima decisão do time azul e amarelo de Buenos Aires na maior competição do continente sul americano.

Como já adianto desde a formação das oitavas-de-final, o Boca é o grande favorito ao título e dará muito trabalho tanto para Corinthians quanto para Santos em uma eventual final.

Lucas decide no Morumbi

Em jogo muito disputado e até com certa vantagem paranaense, o São Paulo suou para conseguir bater o Coritiba dentro de casa.

E foi dos pés do camisa 7, o craque do time, que saiu o tento salvador do tricolor paulista.

Em jogada individual, Lucas arrancou, passou por três marcadores e bateu cruzado, sem chances para o goleiro Vanderlei (abre o olho, Mano, pois o menino merece uma chance no time titular da seleção, ao menos em Londres).

Festa dos cerca de 40 mil são paulinos presentes no Cícero Pompeu de Toledo, que até pouco tempo antes se irritavam com a atuação do time de Emerson Leão, que jogou boa parte da etapa final com um menos (por conta da expulsão do zagueiro Paulo Miranda, fora da segunda e decisiva partida) e não conseguia se impor no ataque.

Com a vitória tricolor, o confronto paulista na grande final da competição nacional, entre o time do Morumbi e o Palmeiras, parece estar mais próximo de acontecer e, assim como Santos e Corinthians, tem tudo para mexer com os ânimos e o coração dos torcedores de todo o estado de São Paulo.

Uma coisa é certa: grandes emoções vêm por aí na Liberta e na Copa do Brasil.

Corinthians e Palmeiras surpreendem e largam na frente

Enquanto muitos davam como certas as vitórias de Grêmio e Santos pelo primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores, respectivamente, timão e verdão fizeram o que ninguém esperava: vencer fora de casa.

O jogo do estádio Olímpico marcava o reencontro de duas potências do futebol brasileiro nos anos 90, justamente com os técnicos (Luxemburgo e Felipão) em comandos invertidos àquelas ocasiões passadas. O time do Palestra Itália foi a campo com a missão de tentar pelo menos um empate ou uma derrota com gols para voltar à São Paulo com boas chances de classificação.

A surpresa

Melhor do que isso, e o que ninguém esperava, venceu por 2 a 0, com os dois tentos marcados após os 40 minutos finais. Um banho de água fria nos cerca de 45 mil tricolores que apoiaram o Grêmio durante todo o jogo.

O Palmeiras joga agora podendo perder por até um gol de diferença dentro de casa. Para avançar à decisão, o time gaúcho precisa vencer por três gols a mais ou por uma vantagem de dois tentos, desde que faça pelo menos três gols. Realmente, ficou bem complicado para os tricolores do sul.

Na Libertadores

Por falar em complicação, a torcida santista deverá passar uma semana daquelas. Isso porque o time da Vila Belmiro, contando com o apoio de 15 mil torcedores, sofreu uma derrota, até certo ponto, inesperada para o rival Corinthians.

Jogando de forma inteligente e anulando as ações santistas e principalmente de Neymar, o time do Parque São Jorge, mesmo não criando muitas chances, acabou marcando o único gol do jogo com Emerson Sheik, que foi um verdadeiro GOLAÇO! Créditos a Paulinho, que deu a arrancada que iniciou a jogada do tento corintiano e deu o passe para o camisa 11 anotar o 1 a 0.

Em campo, era notável ver um Corinthians muito mais disposto que o Santos. Parecia que a importância da partida era muito maior para os alvinegros da capital do que para os do litoral. Acredito que no segundo jogo o peixe tenha outra postura. O único problema é que poderá ser tarde demais para uma eventual virada.

A defesa corintiana, a melhor de todo o torneio, não sabe o que é sofrer gols na Libertadores há seis jogos e certamente não será agora que o time deixará a história mudar, ainda mais sabendo dos riscos que corre por ter Ganso e Neymar do outro lado.

Craques apagados

Por falar neles, a atuação dos dois foi um pouco distinta do script. Enquanto se esperava um Ganso mais cauteloso por estar voltando de uma cirurgia recente, o maestro santista foi a principal arma do peixe em enfiadas de bola e trocas de passes, mesmo sob forte marcação dos volantes corintianos, que neutralizaram a maior parte das tentativas do camisa 10 do peixe, uma vez que Elano, de novo, esteve mal, Arouca mostrava estar sem ritmo de jogo e Alan Kardec figura apagada em meio a boa marcação da defesa corintiana.

Já Neymar, de quem muito sempre se espera, novamente não conseguiu ser o jogador que desequilibra e facilitou o trabalho dos defensores rivais. O menino já está começando a dever um pouco nas últimas partidas. Talvez o cansaço dos jogos decisivos e amistosos à fora com a seleção brasileira seja o maior motivo disso.

Favorito mudou

Enfim, o favoritismo agora é quase total do Corinthians, que jogará por um empate no Pacaembu. O Santos, se quiser avançar à final da competição, precisará vencer o jogo por qualquer placar, menos o 1 a 0, que leva a decisão aos pênaltis.

É bom lembrar, também, que Emerson Sheik está fora do segundo jogo por conta da expulsão sofrida após cometer faltas em Adriano e Neymar, as duas no segundo tempo. Poderá fazer muita falta.

Tudo em aberto ainda, porém a vaga está com mais cara de Corinthians.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O maior jogo da história


Assim que Santos Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista pisarem no gramado da Vila Belmiro esta noite, o maior confronto da história deste clássico terá início, cujo final só saberemos na próxima quarta-feira, no Pacaembu, em São Paulo. De fato, pelo peso que tem o torneio continental, este será o duelo mais importante deste clássico quase centenário.

Clássico mais antigo do futebol paulista, peixe e timão disputam uma vaga na final da Libertadores 2012. O eventual título da competição significará o tetra para o time do litoral ou a conquista inédita e tão sonhada do alvinegro da capital. Eis, também, que este será o primeiro duelo INTERNACIONAL entre as duas equipes, o que apimenta ainda mais esta semifinal.

Em campo, os dois times vêm com força máxima. Tite com o que tem de melhor em seu plantel. No Santos, a única dúvida fica por conta de Paulo Henrique Ganso, que, a meu ver, deverá entrar como titular.

Se, ao começar a competição, o time de Neymar era tido como amplo favorito, HOJE não se pode ter mais essa certeza. O Corinthians se mostrou durante todo o torneio um grande time, com uma defesa bem compacta, um elenco unido e que cresceu muito ao longo da disputa. Tenho a certeza que, diferente do que se pensava em fevereiro, quando começou a Libertadores, hoje, o timão assusta o peixe, que, de certa forma, ainda tem certo favoritismo por ter Neymar e Ganso no time.

Serão dois jogos completamente abertos e sem previsão de vencedor. Só não resta dúvida de que tanto hoje como quarta que vem, São Paulo e o Brasil irão parar para acompanhar o maior confronto de todos os tempos entre Santos e Corinthians.

A história

São 304 jogos ao todo na história deste clássico, com 122 vitórias corintianas, 97 vitórias santistas e 85 empates.

O primeiro confronto entre os times foi em 22 de junho de 1913, no Palestra Itália, onde o peixe bateu o timão pelo placar de 6 a 3.

O último jogo entre as equipes foi este ano, pela primeira fase do Campeonato Paulista, na Vila Belmiro, com vitória santista por 1 a 0, gol de Ibson, hoje de volta ao Flamengo.

Maiores vitórias
O maior êxito do Santos contra o rival aconteceu em 4 de setembro de 1927, em jogo válido pelo Paulistão, com o placar de 8 a 3, dentro do Parque São Jorge.

O Corinthians, por sua vez, tem como sua maior vitória em cima dos rivais da baixada o placar de 11 a 0, em 11 de julho de 1920, também pelo Campeonato Paulista, em plena Vila Belmiro.

Tabus
Quando o assunto é tabu, logo os santistas se recordam dos 11 anos sem perder para o timão nos tempos de Pelé. Foram 22 jogos invictos contra o clube da capital, que só voltou a vencer o peixe em duelo válido pelo primeiro turno do Paulistão, no dia 6 de março de 1968, com vitória por 2 a 0, no Pacaembu.

Já o maior tabu do Corinthians sobre o Santos durou cerca de 7 anos: de 13 de junho de 1976 a 23 de outubro de 1983. A sequência invicta dos corintianos foi quebrada em jogo do segundo turno do Paulista, em vitória por 2 a 0 do peixe no Morumbi.

Decisões
Quando se trata de finais ou jogos importantes, torcedores de Santos e Corinthians vivem momentos de tensão. Dentre as decisões mais importantes entre os dois clubes destacam-se finais de Paulistões e de um Brasileiro, sem esquecer, claro, da semifinal do Estadual de 2001, quando o timão venceu o peixe por 2 a 1, com gol de Ricardinho aos 47 minutos do segundo tempo. Aquela classificação rendeu ao time do Parque São Jorge o título de campeão Paulista daquele ano.

Finais de Estadual
1930 - Santos 2x5 Corinthians - Corinthians campeão
1935 - Corinthians 0x2 Santos - Santos campeão
1984 - Corinthians 0x1 Santos - Santos campeão
2009 - Santos 1 x 3 Corinthians (Primeiro jogo) - Corinthians 1 x 1 Santos (Segundo jogo) - Corinthians campeão
2011 - Corinthians 0 x 0 Santos (Primeiro jogo) - Santos 2 x 1 Corinthians (Segundo jogo) - Santos campeão

Final de Brasileiro
2002 - Santos 2x0 Corinthians (Primeiro jogo) - Corinthians 2x3 Santos (Segundo jogo) - Santos campeão

Jogos históricos
Tanto santistas como corintianos já comemoraram diversas vitórias e façanhas contra o clube rival. Mas têm aquelas que ninguém esquece e são lembradas até hoje.

Do lado corintiano, o grande motivo de chacota perante aos santistas é a goleada por 7 a 1 pelo Campeonato Brasileiro de 2005, em dia de Carlitos Tévez e Nilmar no Pacaembu.

Não se pode deixar de mencionar, também, a final do Estadual de 2009, na qual o fenômeno Ronaldo fez chover no primeiro jogo, na Vila Belmiro, com dois gols, um deles de cobertura. Esta decisão ficou marcada na memória de santistas e, principalmente, de corintianos, que fazem questão de lembrar os rivais até hoje.

Já pelo clube da baixada, o maior motivo de causar dores de cabeças na torcida adversária é a lembrança das oito pedaladas de Robinho, na final do Brasileirão de 2002, quando o time dirigido pelo técnico Emerson Leão tirou o Santos da fila de 18 anos sem grandes conquistas.

Em 2011, veio o troco da derrota para o time de Ronaldo. Em dia inspirado, Neymar se vingou do Corinthians e marcou o segundo gol da vitória por 2 a 1, que garantiu o 19º troféu do Paulistão para o Santos em sua história.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resumo do Esporte na Semana

Segunda: Após derrota para o México, pressão sobre Mano Menezes volta a assombrar a permanência do técnico no comando da seleção brasileira e rendimento de Neymar em jogos internacionais é colocado em questionamento.

Terça: Ronaldinho Gaúcho assina com o Atlético-MG e Flamengo entra com ação na justiça contra o jogador por indisciplina.

Quarta: Abertura da 3ª Rodada do Brasileiro tem aproveitamento pífio dos times de São Paulo, que somaram dois empates e três derrotas nos cinco jogos disputados.

Quinta: Corinthians, com um jogador a mais, sofre empate do Figueirense dentro de casa e aumenta crise dos times de São Paulo no campeonato nacional.

Sexta: Em abertura da Eurocopa, dona da casa, a Polônia, fica no 1 a 1 contra a Grécia, campeã da edição de 2004. Já a Rússia goleou a República Tcheca por 4 a 1 e fechou a primeira rodada com a liderança do grupo A.

Sábado: Messi dá show, faz três gols e comanda vitória da Argentina sobre o Brasil. Camisa 10 da seleção azul e branca comprovou porque é o melhor do mundo e que comparações entre ele e Neymar devem ser deixadas de lado por um bom tempo. O craque moicano foi novamente figura apaga e colaborou apenas com o passe para o primeiro gol brasileiro, marcado por Rômulo no primeiro tempo.

Musa Maria Sharapova vence Roland Garros, fecha o quadro de Grand Slam e volta ao topo do ranking feminino de tênis. Russa bateu Sara Errani na final e conquistou o último torneio deste nível que lhe faltava. Antes, Sharapova já havia conquistado os títutlos de Wimbledon (2004), US Open (2006) e Australian Open (2008).

Holanda é surpreendida e perde por 1 a 0 para a Dinamarca, a mesma que perdeu por 3 a 1 para o Brasil em amistoso há duas semanas. No mesmo grupo, a Alemanha, atual vice-campeã europeia, bateu Portugal, de Cristiano Ronaldo, pelo placar de 1 a 0.

Brasil bate o Canadá por 3 sets a 0 e mostra evolução na Liga Mundial de Vôlei masculino.

Domingo: Lewis Hamilton vence GP do Canadá e assume liderança do mundial de pilotos da Fórmula 1. Com o primeiro lugar em Montreal, piloto inglês se torna o sétimo vencedor diferente em sete corridas na temporada 2012, a qual já é a mais disputada de toda a história da categoria.

Grandes paulistas perdem e seguem na parte de baixo da tabela do Brasileirão. Corinthians e Palmeiras, após perderem para Grêmio e Atlético-MG, respectivamente, figuram nas duas últimas colocações com apenas um ponto ganho cada. Já o Santos, segue com três pontos após a derrota com time misto por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi. O tricolor foi o único dos quatro grandes a vencer na rodada e mesmo assim aparece na zona intermediária da classificação do campeonato, que é liderado pelo Vasco da Gama, que soma quatro vitórias em quatro jogos disputados.

Últimas duas campeãs mundiais, Itália e Espanha não passam de um empate por 1 a 1 em estreia na Eurocopa-2012. No outro jogo do grupo C, a Croácia bateu a seleção da Irlanda por 3 a 1 e é a líder da chave.

Seleção brasileira se vinga das duas derrotas para a Polônia e bate rivais por 3 a 1 na Liga Mundial de Vôlei masculino, em São Bernardo do Campo.

Segunda: Após adiamento da partida por conta da chuva em Paris, Rafael Nadal venceu na manhã desta segunda-feira o número 1 do mundo, Novak Djokovic, e conquistou pela sétima vez na carreira o Grand Slam de Roland Garros. De quebra, o espanhol igualou-se a Bjorn Borg e Rod Laver, com 11 conquistas de torneios a nível Slam cada um.

Destaques para esta semana

Hoje: França vs. Inglaterra e Ucrânia vs. Suécia agitam o fechamento da primeira rodada da Euro-2012.

Amanhã: Abertura da segunda rodada da Eurocopa com Grécia vs. República Tcheca e Polônia vs. Rússia.

Quarta-feira: Semifinais da Copa do Brasil e Libertadores: Grêmio vs. Palmeiras e Santos vs, Corinthians são os clássicos mais esperados da semana.

Quinta-feira: São Paulo vs. Coritiba e Boca Júniors vs. Universidad de Chile complementam as semis do torneio nacional e da competição sul americana, respectivamente.

domingo, 10 de junho de 2012

Messi é o maior

Há ainda quem diga que Neymar seja melhor que Messi?

Ontem, o que se viu na terra do Tio San foi um verdadeiro show do pequenino camisa 10 da seleção argentina e do Barcelona, enquanto o brasileiro pouco fez. Agora são três duelos e três vitórias do argentino contra o craque moicano.

Sim, perdemos o jogo. Mas podemos levar em conta que nossa seleção era a Olímpica, mesmo que a base do próximo mundial deva ser parecida com este time que foi derrotado por 4 a 3 para os hermanos, e que jogou de igual para a igual com o time principal da equipe de Alessandro Sabella.

Neymar, mais uma vez, não foi o craque que dele se espera. Não jogou mal, mas também não foi brilhante como em outras oportunidades. Há MUITO ainda para chegar aos pés de Lionel.

Esse, sim. Fez três gols, o último um golaço. Desequilibrou. Parece que, finalmente, aprendeu a jogar o seu melhor futebol pela seleção do mesmo modo como atua pelo Barça, mesmo não tendo um Xavi ou um Iniesta para servi-lo.

Rumo às Olimpíadas

Mano Menezes irá à Londres. Sua missão é uma só e nada simples: trazer o inédito ouro olímpico para o Brasil. Caso falhe, sua permanência no comando técnico do time verde e amarelo estará em xeque.

Time ele tem em mãos. Neymar, Oscar, Lucas, Leandro Damião, Ganso, entre outros. É uma base formada pelos craques dos maiores times do país. Ao contrário do que se dizia, é uma geração que tem tudo para se tornar de ouro.

Diferente do que achava antes dessa excursão pelos EUA, hoje eu acredito no sucesso brasileiro em Londres e até mesmo em um moderado favoritismo. Mesmo perdendo dois dos quatros amistosos, jogamos bem contra a Argentina e mais ainda contra os fracos Estados Unidos e Dinamarca. Mano precisa apenas arrumar a defesa, que se mostrou bem frágil em vários momentos. Do meio pra frente, estamos no caminho certo para o ouro.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A polêmica dos ingressos

Como todos sabem, Santos e Corinthians farão as semifinais da Taça Libertadores da América de 2012 nos próximos dias 13 e 20 de junho.

Pela melhor campanha na fase de grupos, o timão terá a vantagem de mandar o segundo jogo em casa, no Pacaembu. Já o peixe fará a primeira partida em seu domínio, na Vila Belmiro, mesmo com a intenção da diretoria em mandar o jogo para a capital, mais precisamente no Morumbi, estádio do São Paulo Futebol Clube.

O interesse dos cartolas praianos era de mudar o local do primeiro encontro por conta da maior renda que o estádio são paulino abrangeria pela sua maior capacidade de torcedores, que é quatro vezes maior que a do estádio santista.

Outro ponto a favor da mudança de campo para a partida foi a reclamação por parte dos sócios do clube, que alegaram a falta de ingressos para a partida de volta das quartas-de-final contra o Vélez Sarsfield. Do total de 14 mil entradas colocadas à venda para o duelo contra os argentinos, apenas 5 mil foram destinados aos contribuintes do peixe, que hoje são totalizados em torno de quase 50 mil.

Mesmo assim, a pedidos dos jogadores e comissão técnica, somados ao bom retrospecto do time dentro de casa, principalmente neste ano - o peixe soma nove vitórias e um empate em dez jogos em 2012 -, a decisão foi de mandar o jogo na Vila Belmiro.

Para compensar a perda de cerca de 45 mil pagantes (se o jogo fosse no Morumbi), a diretoria do clube da baixada resolveu aumentar em 33% o valor das entradas em relação ao último jogo pela competição continental, contra o Vélez.

De R$ 90,00 (R$ 45,00 a meia-entrada para sócios e estudantes), os ingressos para arquibancadas passaram a custar R$ 120,00 (R$ 60,00 a meia-entrada), o que irritou grande parte dos torcedores de ambos os clubes.

Para o jogo da volta, no Pacaembu, a diretoria corintiana já estabeleceu os preços dos ingressos em R$ 50,00 (R$ 25,00 a meia-entrada) para as arquibancadas. Porém, o time estuda aumentar o valor para as entradas dos santistas pelo alto preço que o time litorâneo estabeleceu para o primeiro jogo.

Como se sabe, a boa relação entre as diretorias já não é algo visível há algum tempo. Antes mesmo de o Santos anunciar a Vila Belmiro como palco do primeiro jogo, o presidente corintiano, Mário Gobbi, já havia se irritado com o cartola do peixe, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, por querer entrar em um acordo de realizar as duas partidas em campo são paulino.

Desafeto declarado do presidente do tricolor paulista, Juvenal Juvêncio, o mandatário do timão ignorou qualquer proposta de realizar o segundo jogo no Morumbi e confirmou rapidamente o Pacaembu como mando do Corinthians para a partida de volta das semifinais da Libertadores.

Eu, como amante do futebol, acho que acima de qualquer lucro, os clubes têm que dar preferência aos seus torcedores. No caso do Santos, se o intuito era lucrar, deveria realmente mandar o jogo para o Morumbi.

Como escolheu a Vila, por ser o caldeirão do time e ter um campo que seus jogadores conhecem melhor e gostam mais de jogar, o peixe deveria se conformar e respeitar o bolso tanto dos torcedores comuns, que muitas vezes podem nem ter como pagar um valor tão alto assim, como de seus sócios, que já contribuem mensalmente com o clube.

De fato, quem comparecer à Vila Belmiro e ao Pacaembu nos dias 13 e 20 deste mês, respectivamente, assistirá a um grande e emocionante duelo que, creio eu, ninguém irá perder a oportunidade de assistir, mesmo que pela televisão.

A volta do carrasco e da desconfiança

Jogar bem e ganhar de seleções medianas como Dinamarca e Estados Unidos não é parâmetro nenhum para se medir a força da seleção mais vezes campeã do mundo.

Foi só aparecer o México, campeão da Concacaf e pedra no sapato do Brasil (são sete vitórias, três derrotas e um empate nos últimos 11 jogos contra o time brasileiro), que o trabalho de Mano Menezes já voltou a apresentar dúvidas. Apresentando muitos erros, principalmente no setor defensivo, a seleção foi brecada pelo time do técnico Juan Manuel de la Torre e não conseguiu ter o mesmo poder de criação dos últimos dois jogos.

Sim, a base do elenco que jogou ontem é olímpica e o time mexicano, ao contrário, muito experiente. Mas não podemos esquecer que em campo tínhamos Thiago Silva, Marcelo, Oscar, Neymar e Hulk, cinco dos possíveis e prováveis jogadores que permanecerão para a sequência do projeto de Mano, que visa a Copa do Mundo de 2014.

Neymar foi novamente figura apagada da seleção (Foto: Globoesporte.com)
Neymar, na minha opinião, preocupa um pouco. O craque moicano tem mostrado sua ineficiência em jogos fora do Brasil e, principalmente, na seleção, na qual não chega nem perto de suas atuações pelo Santos. Aliás, nem pelo time paulista ele tem repetido grandes atuações quando enfrenta adversários mais fortes que o seu time e a forte e eficaz marcação dos zagueiros rivais.

Ele é um craque, sim. Tem tudo para ser o melhor jogador do mundo no futuro, mas ainda é preciso um pouco mais de cuidado para não jogar a responsabilidade toda nele. Ao contrário do que parecia há alguns meses, quando o jogador fez chover pelo peixe na Libertadores, o vejo despreparado para tal missão de levar o Brasil ao hexa, embora esteja melhor a cada dia.

Nesta semana, o time de Mano Menezes enfrenta a Argentina de Lionel Messi. Será o grande teste desta seleção olímpica antes do início dos jogos de Londres. Mais do que isso, será a grande oportunidade de muita gente ganhar um espaço para seguir adiante com a amarelinha e a chance de Neymar finalmente vencer o camisa 10 do Barcelona.